domingo, 29 de maio de 2016

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terça-feira, 10 de setembro de 2013

A visão sistêmica por Silvana Garcia



Olhar a cegueira antes de ficarmos todos cegos
Muito mais comum do que se pensa, as crianças sofrem de abusos psicológicos ("Você é igual seu pai, nunca será nada na vida!"), abusos físicos (bater numa criança quando ela chora, sem entender que o choro é a forma dela se comunicar, uma vez que não tem o mesmo desenvolvimento cognitivo que um adulto) até abusos sexuais. Quem de nós, meninos ou meninas não foi tocado de forma não autorizada (imagine-se no lugar do bebê que recebe beijos melados o dia todo até a criança manipulada demais na limpeza de suas partes íntimas) ou invadido na sua sexualidade. Como psicóloga há 20 anos e consteladora há 10, posso afirmar que praticamente todos nós fomos abusados de alguma forma. Não chegamos a criar múltiplas personalidades como este caso, mas dissociamos para sobreviver, esquecemos em algum lugar do inconsciente e seguimos cegos aos abusos que nossos filhos sofrem e inconscientemente continuamos buscando abusadores na tentativa de despertamos deste pesadelo. Já ouvi relatos semelhantes a este muitas vezes ao longo dos anos. Infelizmente não é tao raro. Garotos frágeis são abusados por meninos mais velhos. Garotas carentes são abusadas por namorados e muitos foram abusados por pais, padrastos, irmãos e outros de fora da família. As pessoas omissas ao redor de um caso assim são exatamente as que "esqueceram" de seus próprios abusos, logo ficam cegas para o que ocorre ao redor. Ninguém é culpado. O próprio abusador dissociou por causa dos abusos que também sofreu. E, se não foi ele, foram seus ancestrais (a herança transgeracional já está mais que comprovada). Portanto, os pais e avós apesar de darem o melhor que podem, também passam o pior. E, se queremos filhos mais saudáveis num mundo melhor no futuro, precisamos parar de ficar discutindo a cor da rosa (beijo gay, cirurgias de mudança de sexo, etc.) e olhar para os abusos que sofremos e passamos adiante. Ali é a origem de tudo. Há uma história que diz que dois homens estavam pescando e, de repente viram uma criança se afogando na correnteza do rio, pularam e salvaram. Dali a pouco, duas crianças, novamente eles pularam e salvaram. Dali a pouco três crianças, eles pularam e, com dificuldade salvaram. Dali a pouco quatro crianças, um deles pulou. O outro começou a andar na direção contra o fluxo do rio para ver por quê ou por quem as crianças estavam caindo ou sendo jogadas no rio! Está na hora de olhar mais além, não está?!


O mundo não precisa de heróis, precisa de Adultos

O tema de meu doutorado foi resiliência. Sairá um livro do departamento Laprev- Laboratório de prevenção a violência da UFSCar logo mais com um capítulo de minha autoria, desta tese (gratidão a estes pesquisadores incansáveis que seguem na trilha acadêmica). O que aprendi estudando o tema? Que a resiliência tem um alto custo. As pessoas que estiveram no fundo do poço e conseguiram sair, saem mais fortes, mas também profundamente marcadas. Mais sensíveis também. Eu diria que sair do poço não é o sinal de que são vencedores, nem o fato daquilo ter possibilitado a elas serem vitoriosas em algo importante para elas. Mas, sair do poço, desenvolver a resiliência (capacidade de superar e transformar as frustrações da vida por meio de uma atitude) só são sinais de evolução quando a pessoa traz para todos sua história, quando denuncia maus-tratos, quando não busca culpados para se vingar, quando não agride os que fizeram bullying com ela e tão pouco, se coloca superior numa atitude de "perdoar " os que fizeram mal a ela. Mas sim, denuncia, deixa que a justiça dos homens se responsabilize pelos que causam danos e inspira o mundo para uma nova visão dos fatos. Diz um provérbio que : o tolo não aprende nem com os próprios erros, o inteligente aprende com os próprios erros e o sábio aprende com o erro dos outros. Como podemos ser sábios, aprender com o erro dos outros, se aqueles que caem no fundo do poço não mostram tanto seu processo de queda, como de subida? Isso sim é um ato de resiliência. Contar para todos, sem mágoa, sem ódio, sem vergonha, sem interpretações, nem acusações sua história de resiliência. Como Bert Hellinger diz, mais ou menos assim: coloque o sucesso sobre a mesa para que todos possam ver. Assim, todos poderão aprender com os erros e acertos dos outros. E como aprendemos com as constelações: vítima e perpetrador estão a serviço de seus sistemas familiares, até que uma reconciliação cure a todos. Reconciliar não é calar, não é valorizar o sofrimento ou resiliência da vítima. É olhar a tudo como foi, aceitar o passado como foi, dar o lugar àquele que fez o dano e deixar com ele sua responsabilidade (não querer muda-lo, tão pouco perdoa-lo, afinal uns só despertam com as "más" ações de outros), cuidar de suas feridas e, por fim, depois de um bom tempo de trabalho pessoal, inspirar a outros contando sua história. Assim, abusados terão a possibilidade de não se transformarem em abusadores, nem vítimas, nem salvadores. O mundo não precisa de heróis, precisa de Adultos.
Publicado em 01/03/19. Reflexão sobre o artigo: https://www.asomadetodosafetos.com/2019/02/voce-vai-ser-feliz-mas-antes-a-vida-vai-te-ensinar-a-ser-forte.html fbclid=IwAR21BRbGxM5l2xxTO3vvZf6xmb___e2TPiiNMzoO469sbWT2qgyGGnE_zYQ 


A mãe fora de lugar segundo a visão sistêmica
A grande diferença entre a visão psicanalítica e a sistêmica: Na visão psicanalítica, a criança continua sendo " vítima da mãe " quando identifica que sua mãe era narcisista e que a manipulava emocionalmente desqualificando-a ou a chamando de ingrata. . A mãe é a " desequilibrada" . Na visão sistêmica , a filha é um elo de uma cadeia de gerações de mulheres que estão fora de seu lugar, portanto nenhuma foi, de fato, mãe . A mãe que superprotege o filho homem em detrimento da filha mulher não é mãe de nenhum filho. O filho homem também é destruído psiquicamente por uma mãe assim. E essa filha se tornará "mãe" da mãe, mais tarde. E uma mãe bem difícil. Assim, não há vítimas e algozes. Todos são " crianças " fiéis ao seu sistema familiar, inocentemente seguindo os padrões aprendidos e culpando a mãe, os irmãos, o pai ausente, etc. Como solução, no máximo, conseguem se afastar cheios de raiva e culpa. Isso depois de anos de terapia. Gratidão a Freud porque ele avançou muito o conhecimento da época. Mas, tudo evolui. E aí vieram Virgínia Satir, Eric Berne e Bert Hellinger na trilha aberta por Freud e viram que o buraco era mais para trás. E que deveria ter outra forma de olhar. Sim, às vezes, a melhor solução é se afastar, mas só se interrompe o ciclo se tomar a mãe no coração. Tomar é muito mais que amar, é aceitar que aquela mãe é a perfeita para nós, que não mudamos o que passou, mas reeditamos nosso destino cada vez que amamos mais, ampliamos mais, liberamos mais os pais de nossas frustrações e nossos filhos desta dor transgeracional. Nos afastamos por amor. Ou nos colocamos como filhos, de forma que o que aquela mãe fez ou ainda faz não nos afeta mais porque, enfim, vemos a corrente toda e sabemos que ela não consegue nos ver como filhos, portanto não é conosco que ela está falando. Desenvolvemos uma profunda compaixão por todas as mulheres de nosso sistema até, possivelmente, aquela que teve seu filho arrancado dos braços, seu corpo violentado, sua vida destruída e descobrimos que aquela mãe só precisava ser amada. E, no nosso coração, a amamos e nos inclinamos profundamente ante seu destino e de todas as outras mães, inclusive a nossa. Nos vemos apenas como mulheres. Olhamos depois para os homens e fazemos a mesma descoberta. Em geral, homens que foram filhos sem mãe, nem pai, cheios de sofrimento e dor. Isso não é uma crítica a psicanálise, é uma gratidão, pois mudou paradigmas e seguimos mudando. A psicanálise ousou ouvir com o método da escuta psicanalítica. A visão sistêmica com o método das constelações ousa ver.
Publicado em 28/02/19.

Compensação sistêmica: negros e brancos
Empoderamento de verdade: Eu tenho uma vida! Num país que se diz 54% negro e apenas 1% deles estão em cargos públicos e a mídia diz que o Brasil não é racista, fico pensando sobre as cotas. De fato, tem que incluir os brancos pobres também, mas a maioria das vagas deveria ir para os negros. Qualquer família que pagou um bom ensino médio para os filhos, pode pagar faculdades privadas. Há ótimas por aí. E para os muito ricos, há as estrangeiras. E deixe depois que o mercado selecione quem se esforçou mais e tem vontade e competência para brilhar.
Não adianta dizer que não foi a geração de brancos de hoje que escravizou, que nós não devemos nada. Se foram nossos ancestrais e temos privilégios graças a isso hoje, então fomos nós sim. Estamos compensando os danos. Equilibrando o que foi desequilibrado lá atrás. Isso é a natureza. Ela inclui todos. Ela é maior. Quanto mais negros e pobres são excluídos, mais são obrigados a se empoderar por eles mesmos. E não cair na vítima injustiçada, mas se unir e brilhar por si. É difícil entender que um perpetrador é tomado a serviço por Algo maior, faz um dano e depois de um tempo, aquele dano gera ganhos. A visão sistêmica mostra o fenômeno da natureza. O negro não tinha que ficar escondidinho na África. Ele tinha que sair pelo mundo e brilhar. Foi o branco perpetrador que fez isso com ajuda de negros e brancos mais pobres? Sim. Eles também pertencem. Também foram tomados a serviço e compensarão os danos. E se não o fizeram, seus descendentes o fazem hoje, pagando impostos e ainda por cima, faculdades para os filhos. O mesmo vale para os índios. Isso não é expiação, não é injustiça, é compensação sistêmica. Sem mimimi. C' est fini. 
(Silvana Garcia, psicóloga, formadora e facilitadora nas Novas constelações na Essencial Terapias). 
Publicado em 4/12/18.
Vídeo:https://www.facebook.com/tipoantifascista/videos/637654689903885/UzpfSTE3OTM4MjgxOTM6MTAyMTA1NTc4NjIxNDE0NzU/

O amor à mãe

Esta é a imagem do amor incondicional de uma criança pela mãe. Ela fará tudo para essa mãe por amor. Mas sabem qual é o amor mais forte que existe, segundo uma fala de Bert Hellinger? Não é entre mãe e filho, nem homem e mulher. É o de um pai pela filha! Talvez seja porque o pai entrega a filha. A mãe nunca consegue soltar completamente. Pelo cordão umbilical está ligada sempre ao filho. E sabem qual as maiores fontes de emaranhamento familiares, segundo o observado nas constelações sistêmicas? Primeiro os pais, depois os tios!!! Isso mesmo, os tios que não tem filhos, alcoólatras, excluídos, etc. Serão os sobrinhos que carregarão suas dores. 

TODO MUNDO CASA COM A MÃE! É o primeiro amor de meninos e meninas. O que a mãe deu torna-se familiar. Seja afeto, broncas, rejeição, aprendemos a chamar aquilo de amor e seguimos buscando na vida quem nos dá o mesmo! E sufocamos, exigimos, traímos, batemos e dizemos que é por amor! E, de fato, para aquela pessoa é. Foi o que ela recebeu e buscará padrões parecidos, familiares, para acabar de completar o que faltou na primeira relação de amor. Isso tem solução? Sim. Se a pessoa puder tomar TUDO que a mãe deu, sem julgamento, entender que ela e muitas gerações antes dela, possivelmente, também aprenderam a chamar aquilo de amor. Só assim não precisará mais buscar e projetar em pessoas, parceiros e filhos o que faltou, dado que não lhe faltará mais nada. Estará plena como este bebê. Tomando tanto da mãe, terá as mãos cheias para dar: AMOR. Fazendo uma ou dezenas de constelações consegue -se isso? Não. Apenas uma vez que uma pessoa com o mínimo de um psiquismo adulto e maturidade emocional faça uma constelação com o coração aberto e esta constelação siga naturalmente nesta direção de Tomar a Mãe, ela já desperta e muda sua vida. A constelação abre o caminho para o potencial de despertar de uma pessoa. Isso é cura: TRANSFORM-AÇÃO. No entanto, para pessoas que precisam continuar " inocentes", culpando o mundo para desculpar-se, nem anos de terapia resolve. (Silvana Garcia, psicóloga, formadora e facilitadora nas Novas constelações na Essencial Terapias). 
Publicado em 30/11/18.
Vídeo: https://www.facebook.com/dearlysitevideo/videos/1591941080897859/UzpfSTE3OTM4MjgxOTM6MTAyMTA1Mzc3NzkwNzk0MTE/



   A falta de vínculo



Está esperando viver num mundo menos neurótico? Esqueça. Enquanto pais, especialmente a mãe até os dois anos e o pai em seguida não forem muiiiiito disponíveis em todos os sentidos para a criança, não haverá adultos bem resolvidos no futuro. Alguns mamíferos nascem andando, mas o sistema nervoso do ser humano leva ainda os primeiros anos de vida para se formar. Portanto, se a mãe é muito problemática emocionalmente não tem habilidade, competência, recursos ou ajuda, se prioriza cuidar de sua família de origem ou carreira e se o pai não provê financeiramente a esposa para cuidar bem e apenas da criança nos dois primeiros anos, se é muito problemático emocionalmente ou incompetente, pelo bem da humanidade futura, deixem para outros a função de procriar. Este mundo já tem neuróticos demais! 

Nem todos têm o mínimo necessário para serem bons pais. E ser pais por vaidade, por necessidade, por sentir-se obrigado, achar que filho é para cuidar de você na velhice, é para " consolidar" casamento, para ter herdeiros, para substituir um cônjuge de verdade, para preencher sua solidão ou vazio existencial, para justificar ficar só em casa até a adolescência de filho e depois estar totalmente fora do mercado e outras ignorâncias, poupe o mundo de um próximo infeliz neurótico e abusado desde a infância. 
Filhos são para pessoas que amam crianças e têm maturidade emocional para educá- las. Exige amor, desprendimento, inteligência, ter cooperação, respeito da mãe pelo pai da criança e vice-versa, paciência, generosidade, recursos financeiros suficientes para prover as necessidades básicas, trabalho constante sobre si mesmo para ser cada dia uma pessoa melhor e dar bons exemplos, incluir todos os avós, na medida do possível, na vida da criança, possibilitar contato da criança com toda a família, facilitar a socialização dela com o mundo, enfim: nem preparação para entrar em faculdade de medicina, exame da OAB, passar em concurso é mais difícil do que ter os recursos e habilidades para ser pai e mãe. Portanto, precisamos ter consciência de que o mundo precisa de seres humanos mais bem criados, senão não haverá futuro feliz. 
Em 20 anos de atendimentos psicológicos, cerca de oito atendimentos por dia, incontáveis entrevistas, fiz uma estatística informal da história de vida de milhares de pessoas e posso garantir fatos muito tristes: cerca de 70 % sofreram algum grau de abuso sexual na infância (homens ou mulheres) por ação ou negligência dos pais, 50% tiveram sérios problemas na escola e 100% tiveram problemas com os pais. Uns 90% procuram terapia por problemas de relacionamento, destes 80% são mulheres. Dos homens, metade são homossexuais. Sim, pode-se dizer que a amostragem não contempla o real, pois um número muito pequeno de pessoas têm acesso a terapia, mas não significa que quem não procura não tenha problema, pelo contrário, a maioria absoluta que não procura tem até muito mais problemas, apenas não tem recursos ou consciência. Este é o mundo real em que vivemos. Não é um conto de fadas. Ter filhos é para quem já sabe amar muito e tem o mínimo necessário em todos os sentidos para cuidar e educar um ser humano. É a função mais importante da vida de uma pessoa. É o futuro da humanidade.(Silvana Garcia, psicóloga, formadora e facilitadora nas Novas constelações na Essencial Terapias). 
Publicado em 25/11/18. Imagem extraída do site: 
https://www.psicologiasdobrasil.com.br/quatro-a-cada-dez-criancas-nao-tem-vinculos-fortes-com-seus-pais/ fbclid=IwAR3YIdMwBbFybeJxECl9e9xwYmNoohhunOTzd9zU2L8Ts3jwZkZS8Ou48WA



Respeito às diferenças

Isso é respeitar as diferenças. Não é vestir saia em menino e só colocar shorts em meninas. Vou contar um pouco da minha experiência com meus filhos, uma moça de 26 anos e um adolescente de 15 anos, hoje.  Ela está no segundo curso superior e já é micro empresária. Ele já lava louça melhor que eu. Mesmo que só para ganhar dinheiro para seus hobbies. Desde pequenos, a mesada era em troca de serviços. Todos serviços os dignificavam e mereciam um valor em troca. Transcreveram muitas gravações de aulas de grandes mestres da psicologia e constelações para mim. Filmam minhas aulas e, de forma subliminar, captam tudo. Além de ganhar um justo dinheiro, aprenderam o melhor da minha profissão. Meu maior orgulho é ver a compaixão que eles desenvolveram sem precisar frequentar nenhuma religião e o respeito às diferenças como se elas nem existissem. 
Não serão psicólogos, nem consteladores, mas pensam e agem como tal. E, ainda assim, ele continua levantando uma caixa pesada mais rápido e ela acha uma chave primeiro. Viva a diferença! E tem coisas, como banhar os gatos, que um tem a melhor estratégia de segurar, enquanto outro consegue esfregar rápido, sem esquecer nenhum detalhe. Viva a cooperação entre os diferentes! (Silvana Garcia, psicóloga, formadora e facilitadora nas Novas constelações na Essencial Terapias). 
Publicado em 22/11/18.



Violência entre homem e mulher
Compreendendo a dinâmica vítima-agressor: Eles são inseparáveis. Algumas uniões são belas, outras trágicas, como uma estranha forma de amor. Por trás da raiva, há amor represado que destrói a si e ao outro, um amor destruído na própria infância. Por trás da dor, há falta de amor, um amor não correspondido, interrompido quando muito pequeno. Essas crianças crescem e tal qual aprenderam, repetem a mesma história. 
Um ama destruindo como fizeram com ele. Outro ama se aprisionando na dor, dia após dia. Enquanto não se reconhece o amor de um casal no qual um agride e outro se deixa agredir, não há solução. 
São dois agressores: um que usa a própria mão. O parceiro se destrói usando a mão do outro. Ambos são agressores hoje. Ambos foram vítimas na infância. Por isso se atraem. A violência dela é implícita, a dele é explícita. A dela é para dentro, a dele é para fora. Ela diz inconscientemente na lealdade arcaica infantil às mulheres das gerações passadas: "Como as vítimas de minha família, morro". Ele diz: "Como os perpetradores de minha família, mato". Se o agressor é preso, a fala dele torna-se: "Eu pago por vocês", aí ele se torna vítima. E ela se torna agressora e diz: "Por vocês, vinguei-me". 
A cura está no resgate e reconhecimento deste amor infantil. A frase sistêmica de reconciliação destas polaridades opostas é dizer ao outro: "Somos iguais". 
Ambos vítimas do passado, ambos artífices de uma nova história. (Silvana Garcia, psicóloga, formadora e facilitadora nas Novas constelações na Essencial Terapias). 
Publicado em 17/11/18.
Vídeo: https://www.facebook.com/gottalentglobal/videos/282841789008701/UzpfSTE3OTM4MjgxOTM6MTAyMTA0Nzc0MTk4MTA0Njc/



  Aprendendo com os lobos
Sozinhos, chegamos mais rápido. Acompanhados, chegamos mais evoluídos. Nós, os espertos humanos, com raras exceções, excluímos os mais velhos que poderiam nos ensinar sobre os perigos da jornada e os doentes que poderiam nos ensinar compaixão. O líder vai cercado de seguidores fanáticos e interesseiros e o povão distraído brigando entre si por quem será o próximo líder. 
Quando aprenderemos com os lobos e muitos outros animais uma forma de se relacionar em grupo em que um não destrua o outro por inveja, corrupção, maldade?
Os animais, quando invadem seu território ou são ameaçados, compensam o dano recebido instintivamente. E a resposta é sempre proporcional ao estímulo. Nós, humanos, esquecemos que é assim que a natureza nos criou. Ao revidar, acrescido da fúria de uma vítima indignada, cometemos um mal muito maior do que o recebido, desencadeando uma sequencia de agressões. Outros de nós, desaprenderam a compensar o dano, se esquivam covardemente de uma resposta ou agem de forma magnânima "perdoando". 
Diz um ditado: Deus perdoa tudo. O homem, às vezes. A natureza, nunca. Somos seres naturais. A cultura nos tornou o que entendemos por humanos. A ordem natural é compensar o dano, de forma que o agressor aprenda que ultrapassou limites e nunca mais repita o mal. Assim também se sente igual ao outro, nem maior, nem menor. O que recebeu o dano, ao revidar na justa medida, não se sente vítima, nem superior. Isso não significa a lei de Talião: olho por olho, dente por dente. Sistemicamente, a resposta ao dano recebido é sempre menor que o dano, de forma que seja somente uma compensação, não um revide. Apenas a defesa natural que temos diante de qualquer ataque. E sendo menor, deixa um espaço e um modelo para que o outro aprenda que seu comportamento pode ser diferente, não-agressivo.
Viver em comunidade significa também equilibrar os ganhos, não apenas os danos. Recebemos tanto de tantos que o natural é retribuir. Não vivemos numa ilha. Dependemos de tudo e todos para comer, vestir, estudar e trabalhar. Todos podem ser produtivos de alguma maneira, independente do tempo de estudo, forma física ou habilidades. Basta qualquer ser humano receber um olhar com uma boa percepção de alguém que retribuirá muito. Nosso olhar amplia o bem e o bom no próximo.  Olhar com amor e respeito dignifica o agressor porque provavelmente, ele nunca foi visto assim. E quando ele tem a possibilidade de compensar o dano feito, sente-se humano novamente ou talvez, pela primeira vez. (Silvana Garcia, psicóloga, formadora e facilitadora nas Novas constelações na Essencial Terapias). 
Publicado em 04/11/18.



Disputas eleitorais
Se você não consegue entender porque alguém é ou está fanático por um partido, candidato ou ideologia, estude história e psicologia. Um país dividido é um país fraco. Se você manipular as pessoas pelo que elas temem, elas farão qualquer coisa que você, de forma subliminar, as induza. Assim são as técnicas de guerrilha que mobilizam jovens que adotam figuras masculinas fortes por não ter isso na figura paterna. Assim eram as técnicas militares e hoje são as tecnológicas via redes sociais que geram pânico e fanatismo. Se você perdeu um amigo ou se decepcionou com alguém nestas eleições, você é idêntico a essa pessoa. Porque pessoas sãs emocionalmente e com um mínimo de maturidade cognitiva não se deixariam influenciar nem contra, nem a favor de ninguém. Seres humanos minimamente humanos jamais iriam se indispor com quem quer que fosse por motivo de crenças e opiniões. Pois sabe que toda crença é questionável e passível de falseabilidade. Respire. Questione -se: Eu sou isso mesmo que me tornei? Essa é minha essência? O que eu amo? O que o outro ama? Lembre -se: se você coloca irmãos contra irmãos, eles ficam tão divididos e em guerra entre si, que não percebem que a mãe é que faz isso porque não quer que eles se unam para engana-la ou ter poder. Numa empresa, um chefe pode usar a mesma estratégia. Num navio, o comandante pode evitar um motim da mesma forma. Quem é a " mãe ", " presidente " ou " comandante " que teria interesse em desunir o povo brasileiro? Quem ganha se esse país for a pique? É óbvio que o que estou dizendo não é baseado em nenhuma teoria da conspiração, tipo irã-contras (os USA vendiam armas para dois rivais, pois ganhavam com os dois lados. Depois com eles destruídos, dominavam tudo.). Isso já acontecia muito antes deles. Apenas que eles já estudaram técnicas de psicologia (hipnose, PNL, etc.) e história, muita história!!! 
Logo, quem desconhece o passado, está condenado a repeti-lo e quem conhece, já sabe controlar para manipular o futuro. Reflita. Se você está olhando para alguém como um fanático, você também ficou hipnotizado por alguma crença, senão não estaria se indispondo com um deles. Para sair disso, basta recuperar o seu cérebro (sim recuperar, pois você está acéfalo), trazendo questionamentos a si mesmo. Você nunca se enganou? E se for você que está enganado? E se todos estiverem enganados? Quem ganharia com isso? Isso já aconteceu antes em algum lugar? Deixe entrar luz e ar no seu cérebro que ele volta a funcionar. Contemple coisas belas. Crie novos olhares e saberes. Essa é a recuperação. Estude muito. Essa é a prevenção. E questione sempre. Esse é o caminho da Iluminação, do despertar. 
Presidentes e políticos vem e vão. O Brasil fica. Os amigos e parentes ficam. Honro quem vota pelas suas convicções políticas, bem como quem decidir não escolher entre dois que não o representam, bem como aquele que tem todo o direito de não se decidir. Ninguém é obrigado a nada. E ninguém pode dizer a outro que o outro está errado só porque não é igual a ele. Cada um é único e todos somos brasileiros! Nenhum candidato é dono do meu amor e nenhum merece meu ódio.(Silvana Garcia, psicóloga, formadora e facilitadora nas Novas constelações na Essencial Terapias). 
Publicado em 08/10/18.


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