Psicologia




O que é psicologia:



A letra grega Ψ ("psi")é o símbolo da Psicologia. Do grego: estudo da alma.
Para a ciência é os processos mentais (sentimentospensamentosrazão) e o comportamento humano e animal (para fins de pesquisa e correlação, na área da psicologia comparada). O corpo e a mente não são separados, já existem estudos, com grande comprovação ao longo dos tempos, que mostram a influência de um sobre o outro. Para estes fins, há vários métodos, como a observação, estudos de caso, estudos em neuropsicologia entre outros estudos multidisciplinares. Outro objeto de estudo da psicologia são as personalidades inadaptáveis com comportamentos desviantes, chamados de psicopatologia. Entre outras atuações que esta ciência permite ao profissional da área, estão a explicação dos mecanismos envolvidos em determinados comportamentos, assim como preveni-los e modifica -los.
Os estudos clássicos em psicologia baseavam-se nos comportamentos observáveis, que faziam com que o psicólogo inferisse um processo psíquico; porém, com os avanços das neurociências, na atualidade, também é possível, mesmo que rudimentarmente, estudar os processos psíquicos na sua origem. A introspecção é outro método para chegar aos processos conscientes. Todavia, esta introspecção é um processo que necessita ser acompanhado e guiado por um psicoterapeuta, dada a dificuldade intrínseca que comporta. Isto deve-se ao fato de cada um de nós possuir mecanismos defensivos (que não dependem da nossa vontade) que têm como função impedir o acesso aos produtos do nosso inconsciente como forma de nos proteger da desorganização mental. Existem vários outros métodos desenvolvidos, cada um para estudo de um ou mais processos mentais.
Há inúmeras correntes teóricas em psicologia. Cada escola com seu foco de estudo, o que as torna diferentes em alguns ou vários parâmetros. Uma escola surge normalmente contrapondo-se ou complementando uma escola anterior.
Considera-se como fundador da psicologia moderna Wilhelm Wundt, por ter criado, em 1879, o primeiro laboratório de psicologia na universidade de LeipzigAlemanha. A psicologia se tornou uma ciência independente da filosofia graças a Wundt, nos finais do século XIX. Foi a partir deste acontecimento que se desenvolveram de forma sistemática as investigações em psicologia, através de vários autores que a esta ciência se dedicaram, construindo múltiplas escolas e teorias. Wundt criou o que, mais tarde, seria chamado de Estruturalismo, cujo objeto de estudo era a estrutura consciente da mente, as sensações.
O funcionalismo é o modelo que substitui o estruturalismo na evolução histórica da psicologia, sendo o seu principal impulsionador William James. O principal interesse desta corrente teórica residia na utilidade dos processos mentais para o organismo, nas suas constantes tentativas de se adaptar ao meio. O ambiente é um dos fatores mais importantes no desenvolvimento. Os funcionalistas queriam saber como a mente funcionava, e não como era estruturada.


A primeira grande escola a surgir na América foi o behaviorismo no início do século XX, sendo influenciada por teorias sobre o comportamento e fisiologia animal. Foi fundada por John B. Watson que acreditava que o controle do ambiente de um indivíduo permitia desencadear qualquer tipo de comportamento desejável. Traz do funcionalismo a aplicação prática da psicologia; o seu foco está na aprendizagem.  Foi Burrhus Frederic Skinner o maior autor neocomportamentalista, levantando a tona seu condicionamento operante e a modificação do comportamento.


No meio do século XX, vários autores escreveram sobre o pensamento e a cognição. Diziam fazer parte do comportamento este pensamento, estava sendo criada uma divisão no behaviorismo: a Psicologia CognitivaAutores desta escola como Albert BanduraJulian Rotter e Aaron Beck falavam que o comportamento pode ser entendido também a partir da cognição e que o aprendizado pode existir sem a necessidade de condicionamento em laboratório, mas pela observação e elaboração do que foi visualizado. 


Gestalt, a psicologia da forma, fundada dentro da filosofia por Max WertheimmerKurt Koffka e Wolfgan Koller, se detém nos campos da percepção e na visão holística do homem e do mundo. A palavra gestalt não tem uma tradução exata para o português, mas pode ser entendida como "forma", "formato", "configuração". Critica principalmente a psicologia de Wundt, que é chamada de psicologia do "tijolo e argamassa", pois vê a mente humana dividida em estruturas.
O gestaltismo trazia como preocupação central a necessidade de se relacionar a experiência imediata dos sujeitos com a natureza física e biológica e com o mundo dos valores socioculturais.
O lema da gestalt é: "O todo é mais que a soma das suas partes". No ano de 1951, Frederic S. Perls cria a Gestalt-terapia, com base na filosofia de Martin Buber, das terapias corporais de Wilhelm Reich, em filosofias orientais, na teoria organísmica de K. Goldstem, na teoria de campo de Kurt Lewin, no holismo e em outros.
A Psicanálise teve seus primórdios com Sigmund Freud (1856-1939) entre o fim do século XIX e início do século XX através dos estudos sobre a histeria, acompanhado primeiramente pelo seu mestre em hipnose, Charcot. Este havia descoberto que a histeria era doença de caráter ideogênico, ou seja, baseado nas idéias e não originada de distúrbios orgânicos, e portanto não era uma doença tipicamente feminina, do útero (Hysteron em grego significa "útero").


Denominou psicanálise como a “cura pela fala” para investigar o inconsciente, ganhando contornos da sexualidade, principalmente as pulsões da sexualidade infantil.


Outro personagem importante da psicanálise é Carl G. Jung que funda a psicologia analítica. A sua proposta foi de "dessexualizar" o ego.


Jung comparava a análise a alquimia: "Só o que está separado pode ser devidamente unido." Quando duas coisas estão misturadas de forma confusa, elas precisam ser desembaraçadas, separadas e identificadas, para que mais tarde possam ser reunidas numa síntese proveitosa. Este é o significado correto da "análise" na psicologia; analisar é separar os fios emaranhados da nossa vida interior - os valores confusos, os ideais, lealdades e sentimentos - de forma que eles possam ser sintetizados de uma nova maneira. A análise deve sempre servir à síntese para poder servir à vida; o que é desmontado deve ser montado outra vez.


Uma terceira grande escola surge após o behaviorismo e a psicanálise – o Humanismo assim chamado pelos americanos ou Existencialismo pelos europeus. O enfoque da psicanálise no inconsciente e seu determinismo, e o enfoque na observação apenas do comportamento pelo behaviorismo foram as críticas mais fortes dos novos movimentos de Psicologia surgidos no meio do século XX. Na verdade o humanismo não é uma escola de pensamento, mas sim um aglomerado de diversas correntes teóricas. Em comum elas têm o enfoque humanizador do aparelho psiquico, em outras palavras elas focalizam no homem como detentor de liberdade, escolha, sempre no presente. Traz da filosofia fenomenológico existencial um extenso gabarito de idéias. Foi fundada por Abraham Maslow.


Carl Rogers, um psicanalista americano foi um dos maiores exponenciais da obra humanista. Ele utilizava outros métodos, como a fala do terapeuta. Deu-se conta de que o paciente era detentor de seu tratamento, portanto não era passivo, como passa a idéia de paciente, denominando então este como cliente. Era a terapia centrada no cliente (ou na pessoa). Apresentou três conceitos, que seriam agregados posteriormente para toda a Psicologia. Estes eram a congruência (ser o que se sente, sem mentir para si e para os outros), a empatia (capacidade de sentir o que o outro quer dizer, e de entender seu sentimento), e a aceitação incondicional (aceitar o outro como este é, em seus defeitos, angústias, etc.). 



Erik Erikson, também psicanalista, trouxe seu estudo sobre as oito fases psicossociais, para ele o homem sempre irá se desenvolver, não parando na primeira infância como pensava Freud. 




O que é Existencialismo ou Humanismo:


Essência é aquilo que um ser é. Se eu sou homem, possuo a essência humana. Há uma essência universal (comum a todos os homens) e uma individual (particularidades específicas de cada um).
O ser da essência pode converter-se em ser possível. Esta possibilidade converte-se em realidade, graças à existência.



A existência é aquilo que atualiza a essência. Quando digo: Eu sou homem, o Eu sou é a existência, o homem é a essência. O problema da filosofia do existencialismo em relação à filosofia clássica é que, em se tratando do homem, qual dos dois princípios devemos conceder o primado ou a prioridade, à essência ou à existência?
Se a essência será adquirida através da sua existência, o indivíduo por si só define a sua realidade.
O que é existir? A existência não é um atributo, mas a realidade de todos os atributos. Existir não é sinônimo de ser. A existência não é um estado, mas um ato. Partir daquilo que se é para se estabelecer ao nível do que antes era apenas possível. Todavia, para existir, não basta passar de um estado a outro. O verdadeiro devir e a verdadeira existência supõem a liberdade. Portanto, a existência é privilégio do homem.
Porém, há homens que não fruem deste privilégio, muito são levados pela massa, não chegam a realizar autêntica escolha. Estes não têm verdadeira existência. Só é livre aquele que se escolhe a si mesmo. Devemos optar incessantemente por aquele em que nos queremos converter. A existência é constante transcendência, ultrapassar aquilo que somos, para não se endurecer e cessar de existir.
O que somos, constitui a nossa essência. Portanto, escolhemos a nossa essência, ao procedermos à escolha do personagem que pretendemos ser. Tal essência é posterior à existência, pois, para escolher, é preciso existir. Só no homem a existência precede a essência, pois todos os outros seres são predeterminados. O homem pode escolher entre muitas hipóteses e, só depois desta escolha, sabe-se de fato o que ele escolheu, no que esta escolha o transformou, qual a sua essência.
Existir não é apenas ser, mas estar aí, estar em situação, estar em relações determinadas com o mundo e com outros seres conscientes. A consciência dirige-se para o exterior. Uma consciência que não seja consciência de algo diferente dela mesma, não será coisa alguma. Eu não escolho como as coisas são, mas como as considero ou as assumo. A ação e a vida interior são indissolúveis. Não posso atribuir-me outro ser, senão aquele que eu mesmo faço para mim mesmo, na minha atitude diante do mundo e dos demais homens. Como vemos, para chegar à autêntica consciência de si, o outrem é o mediador indispensável.
Com este agudo sentimento de fazer a si mesmo e fazer o mundo, o pensador existencialista vive sofridamente o seu pensamento. Além disso, há insuficiência de luz teórica, longe de compreender o mundo e a nós próprios, tropeçamos a cada passo com porquês sem resposta. O existencialista não admite qualquer norma; cabe a cada qual fazer suas próprias regras. Em parte alguma está escrito o que deve ser, cabe-lhe inventá-lo. Mesmo que entregue a direção de sua vida a alguém, cabe-lhe escolher este alguém.
O existencialismo foi inspirado nas obras dos filósofos Arthur SchopenhauerSøren KierkegaardFiódor Dostoiévski e nos filósofos alemães Friedrich NietzscheEdmund Husserl e Martin Heidegger, e foi particularmente popularizado em meados do século XX pelas obras do escritor e filósofo francês Jean-Paul Sartre e de sua companheira, a escritora e filósofa Simone de Beauvoir.


Karl Jaspers diz: o existir consiste em escolher livremente. “Eu não existo senão com outrem: sozinho não sou nada”, porém o outro não combate com ele, mas sim cada qual procura não subordinar-se ao assimilar-se ao outro, mas fazê-lo conquistar a sua autêntica existência. A exigência existencial anuncia-se assim: não me sigas de modo algum, segue a ti próprio. Existir é viver e não conhecer. A tomada de consciência do fracasso eleva o homem acima do mundo e acima de si próprio. Assim o malogro assumido conduz à superação. Este ser que atingimos além do conhecimento, Jaspers denomina “a transcendência”.
Enfim, o existencialismo reconhece apenas um valor, o da escolha pessoal, por cujo intermédio nos determinamos a sermos nós próprios e não a pálida imitação de outrem, o produto de um meio. Porém, cada qual precisa descobrir nos viventes os temas que hão de inspirar sua vida, e viver esta vida por si mesmo, não por procuração. O existencialismo é uma corrente filosófica e literária que destaca a liberdade individual, a responsabilidade e a subjetividade do ser humano. O existencialismo considera cada homem como um ser único que é mestre dos seus atos e do seu destino.
Que significa então que a existência precede a essência? Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. O homem, tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque primeiramente é nada. Só depois será, e será tal como a si próprio se fizer." 
Com essa afirmação vemos o peso da responsabilidade por sermos totalmente livres. E, frente a essa liberdade de eleição, o ser humano se angustia, pois a liberdade implica em fazer escolhas, as quais só o próprio indivíduo pode fazer. Muitos de nós ficamos paralisados e, dessa forma, nos abstemos de fazer as escolhas necessárias. Porém, a "não ação", o "nada fazer", por si só, já é uma escolha; a escolha de não agir. A escolha de adiar a existência, evitando os riscos, a fim de não errar e gerar culpa, é uma tônica na sociedade contemporânea. Arriscar-se, procurar a autenticidade, é uma tarefa árdua, uma jornada pessoal que o ser deve empreender em busca de si mesmo.
O existencialismo representa a vida como uma série de lutas. O indivíduo é forçado a tomar decisões; freqüentemente as escolhas são ruins. Nas obras de alguns pensadores, parece que a liberdade e a escolha pessoal são as sementes da miséria. Os existencialistas explicam por que algumas pessoas se sentem atraídas à passividade moral baseando-se no desafio de tomar decisões. Seguir ordens é fácil; requer pouco esforço emocional e intelectual fazer o que lhe mandam. Se a ordem não é lógica, não é o soldado que deve questionar. Deste modo, as guerras podem ser explicadas, genocídios em massa podem ser entendidos. As pessoas estavam apenas fazendo o que lhe foi dito. Existir é muito mais complexo do que apenas ser.


O que é Logoterapia:



A Logoterapia é um sistema teórico – prático de psicologia, criado pelo psiquiatra vienense Viktor Emil Frankl, que se tornou mundialmente conhecido a partir de seu livro "Em Busca de Sentido" (Um Psicólogo no Campo de Concentração) no qual expõe suas experiências nas prisões nazistas e lança as bases de sua teoria. 
O termo "logos" é uma palavra grega que significa "Sentido". Assim, a Logoterapia concentra-se no Sentido da existência humana, bem como na busca da pessoa por este Sentido, o qual é a principal força motivadora no ser humano. A Logoterapia é considerada como terapia centrada no Sentido.
O homem sempre procurou dar um Sentido à sua vida e aprofundar-se em sua existência. A frustração dessa necessidade é um sintoma do nosso tempo. O sofrimento e a falta de Sentido configuram o vazio existencial que muitos experimentam.
Para a Logoterapia, existem dois tipos de pessoas: as que dizem sim à vida, a despeito de suas adversidades, e as que dizem não à vida, a despeito das boas coisas que lhe acontecem. As que dizem sim geralmente sentem-se satisfeitas e felizes, enquanto as que dizem não geralmente sentem-se alienadas, frustradas e vazias. A maioria das pessoas situa-se entre esses dois extremos. Adquirimos esta atitude através da experiência e dos ensinamentos que recebemos desde a infância e podemos mudá-la. A religião, a filosofia e a psicologia podem ajudar nessa mudança de atitude.
É importante perceber que podemos mudar de uma atitude negativa para uma positiva. Para encarar a vida de maneira positiva é preciso ter consciência de que a vida tem Sentido em quaisquer circunstâncias, e que temos a capacidade de encontrá-lo em nossas vidas.
Não é o homem que dá Sentido à sua vida, mas sim é a vida que o tempo todo nos cobra seu Sentido. Alguns filósofos existencialistas como Sartre, entre outros, defendem que a vida não tem Sentido, mas que os seres humanos precisam conduzir suas vidas de modo significativo. Portanto, nessa visão, seríamos nós quem daríamos à nossa vida o Sentido que escolhêssemos.

A Logoterapia afirma que o Sentido da vida já existe, de forma incondicional, e o que nós devemos fazer é descobri-lo, não escolhe-lo.
Este Sentido não nos pode ser dado pela sociedade ou por nossos pais. O Sentido da vida é encontrado através da realização de valores. E para realizar valores é preciso conhecê-los. Há valores vivenciais, criativos e de atitude. Realizamos valores através do que sentimos, do que criamos e também através das atitudes que assumimos diante dos acontecimentos, mesmo os mais caóticos e assim descobrimos o Sentido.
O Sentido ocorre em dois níveis: o Sentido supremo e o Sentido do momento. Quando procuramos o Sentido supremo, acreditamos que existe uma ordem no universo e que nós somos parte dela. Se formos religiosos, vemos essa ordem como um ato divino. Se formos humanistas, vemos esta ordem através do prisma da ética ou das leis da natureza. Se formos cientistas, nas leis da física, química, etc. Se artistas, na harmonia. O Sentido supremo da vida é uma questão de fé, de suposição, de experiência pessoal. O Sentido do momento, nós podemos e devemos alcançar para levar uma existência plena.
Viktor Frankl afirma que somos indivíduos únicos, vivemos situações únicas e cada momento oferece um a oportunidade para agir significativamente. Se estivermos cônscios do Sentido supremo, seremos capazes de responder significativamente às acepções do momento, porque teremos uma bússola interior sempre para o Sentido.
O Sentido não é subproduto, nem meio, mas nossa meta final. Se ignorarmos ou reprimirmos nosso anseio pelo Sentido, nos sentimos vazios.


Para sentirmo-nos realizados, necessitamos tarefas que estejam a nossa espera, tanto a curto como a longo prazo. O compromisso com uma tarefa nos livra de depressões e neuroses, conforta-nos em momentos difíceis e recaídas. Seu valor curativo é ainda maior, quando sentimos que só nós podemos realizar aquela tarefa. É a faculdade de ir além de nós mesmos, em direção a outras pessoas para amar ou a causas pelas quais lutar. Frankl dizia: “Encontrei o Sentido da minha vida, ajudando os outros a encontrarem o Sentido de suas vidas.” 
Temos que aprender a distinguir duas circunstâncias contrastantes: as que o destino nos reservou – e que não podem ser mudadas – e as que escolhemos livremente – e que podemos mudar.
Mas mesmo diante do inevitável, podemos mudar nossa percepção e realizar valores de atitude diante do mesmo. O fator negativo não é ignorado, porém dirigido para os canais positivos.
O diálogo socrático é a maior ferramenta que o psicólogo logoterapeuta utiliza para ajudar alguém na busca pelo Sentido.


Uma das afirmações básicas da logoterapia é que, nas profundezas de nossa dimensão espiritual, sabemos que tipo de pessoa somos, que potenciais possuímos e o que é importante e significativo para nós. O papel do logoterapeuta é como o do professor que faz vir à tona a sabedoria oculta que o aluno instintivamente sabe. Para isso, cinco etapas são seguidas:
1) Autodescoberta: quanto mais descobrimos sobre nosso verdadeiro ser que se oculta atrás da máscara que nos resguarda, mais fácil alcança-se o Sentido.
2) Escolha: quanto mais escolhas pudermos divisar em determinada situação em que nos encontramos, maiores serão as probabilidades de alcançarmos o Sentido.
3) Unicidade: há maior chance de encontrarmos o Sentido em circunstâncias em que somos insubstituíveis.
4) Responsabilidade: nossa vida será mais significativa se aprendermos a assumir responsabilidades quando tivermos a liberdade de escolha, e aprendermos a não nos sentir responsáveis diante de fatos que não podemos alterar.
5) Autotranscendência: o Sentido nos surge quando ultrapassamos nosso egocentrismo e nos voltamos em direção aos demais.  
De uma forma prática e simples assim Frankl diferenciava a Psicanálise da Logoterapia: Na psicanálise, o paciente tem de deitar-se num divã e contar coisas que, às vezes, são muito desagradáveis de serem contadas. Pois na logoterapia o paciente pode ficar sentado normalmente, mas tem de ouvir coisas que, às vezes, são muito desagradáveis de serem ouvidas. 
A compensação sexual não seria nada além de uma falta de sentido existencial. Por isso o terapeuta não pode negligenciar a espiritualidade do analisado e a logoterapia passa a estar centrada no inconsciente espiritual, mais do que nas pulsões. O homem é uma totalidade trinária e tridimensional: físico-psiquico-espiritual. A filosofia de Frankl é fundamentalmente otimista e baseada na crença - fruto de sua experiência pessoal - de que o fim último da existência humana tem uma meta fora do próprio indivíduo, fim este que lhe dá o sentido da própria existência. Dizia Frankl: “Não procurem o sucesso. Quanto mais o procurarem e o transfomarem num alvo, mais vocês vão errar. Porque o sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de uma dedicação pessoal a uma causa maior que a pessoa, ou como subproduto da rendição pessoal a outro ser.”
  

Até que ponto sou livre?
pergunta o homem ao seu Criador.

“Não posso despojar-me
do meu corpo,
não posso renegar
minhas origens,
não posso fugir
do meu ambiente,
não posso escapar
do meu tempo.”

“Tu não és livre
de tuas condições,
responde Ele,
porém, tu és livre
para te posicionares
diante de teus condicionamentos.
E isto é muito além
do que jamais concedi.”

“Quando giro em torno de mim
mesmo, percorro um caminho infinito,
que não leva a lugar algum.
Porém, ao distanciar-me de mim
mesmo, percebo o caminho
para a pessoa que gostaria de ser.”

“Há uma responsabilidade
diante de meus atos:
sou responsável
pelo que faço, digo, decido...
Mas há também uma
responsabilidade
pela maneira como os faço:
sou responsável pelo modo
como vivo, amo e sofro...”

“O corpo
não pode ser construído,
mas o mal-estar físico
pode ser mitigado.
A alma
não pode ser consertada,
mas o distúrbio psíquico
pode ser curado.
O espírito
não pode ser produzido,
mas a dimensão espiritual
pode ser despertada.”

“O que é genuíno
não pode ser desmoralizado,
o que não é mascarado
não pode ser desmascarado,
o que tem sentido
não pode ser questionado.”

“Um corpo estranho penetra
na concha,
ferindo-a.
A areia áspera
machuca sua carne.
A concha sofre.
A concha tenta expelir
o intruso
e fracassa.
O grão de areia fixou-se.
A dor não pode
ser eliminada.
Então o animal,
a partir do âmago
da sua natureza,
busca a força
para transformar o sofrimento
em triunfo.
Do sofrimento e da aflição,
da seiva de suas lágrimas,
surge,
em longos processos
de crescimento interior,
a pérola.”

Elisabeth S. Lukas - logoterapeuta



Quem foi Viktor Emil Frankl:

Viktor Emil Frankl (1905 -1997médico e psiquiatra austríaco, fundador da escola da Logoterapia, que explora o sentido existencial do indivíduo e a dimensão espiritual da existência.
De 1933 a 1936, Frankl é diretor do pavilhão das mulheres suicidas do hospital psiquiátrico de Viena. Quando os nazistas tomam o poder na Áustria, Frankl, correndo risco de vida, sabota as ordens que recebera de proceder à eutanásia de doentes mentais sob seus cuidados.
Em 1942, a família de Frankl é deportada da Áustria pelos nazistas, o que também acontecerá com ele em 1945. Frankl é enviado para Auschwitz, recebendo a tatuagem de prisioneiro nº 119.104. Subseqüentemente, será enviado para outros campos de concentração.
Nos 25 anos subseqüentes à guerra, Frankl será o diretor da policlínica de neurologia de Viena. Ao longo de sua vida, os livros de Viktor Frankl serão traduzidos em mais de 30 idiomas.


O que é Análise Transacional:


A Análise Transacional é um método psicológico criado por Eric Berne, psiquiatra canadense, em 1958. Eric Berne considerou o Ego como um sistema formado por instâncias psíquicas: exteropsique, (Pai), neopsique (Adulto) e arquipsique (Criança), cada qual com seu conjunto de pensamentos, sentimentos e comportamentos com os quais interagimos com outras pessoas. Os estados de ego Pai, Adulto e Criança, e a interação entre eles, formam a base da teoria da Análise Transacional. Esses conceitos são utilizados em muitas áreas da psicoterapia, educação, consultoria, e quaisquer profissões que lidem com pessoas e grupos.


As transações se referem a comunicação entre as pessoas. A Análise Transacional ensina a reconhecer qual o estado de ego que está operando no início da transação, e qual estado de ego do interlocutor responde, de tal modo que se consegue intervir interrompendo uma conversa desgastante, e desenvolvendo a qualidade e eficácia da comunicação.
As pessoas necessitam serem reconhecidas pelo que são e pelo que fazem. A este reconhecimento damos o nome de Carícias, que são unidades de reconhecimento interpessoal necessárias para a sobrevivência e o desenvolvimento. Entender como pessoas dão e recebem carícias e mudar seus padrões de reconhecimento, são aspectos fortes do trabalho em Análise Transacional.
Berne definiu certos padrões disfuncionais de comportamento como jogos. São transações repetitivas, instaladas com o objetivo de obter carícias. Diríamos que a pessoa busca resolver necessidades do passado no ‘aqui e agora’. Estas transações repetitivas reforçam sentimentos e autoconceitos negativos, mascarando a expressão direta de sentimentos e pensamentos. Eric Berne nomeou estes jogos por nomes fáceis de serem entendidos, de tal modo que ao se nomear o jogo já se sabe o processo.

O comportamento disfuncional é o resultado de decisões auto-limitantes tomadas na infância, devido as necessidades de entendimento da situação e de sobrevivência. Tais decisões culminam no que Berne chama ‘script ou roteiro’, o plano pré-consciente de vida que governa os caminhos da pessoa. Mudar o roteiro de vida é o objetivo da Análise Transacional.
“Eu estou Ok, você está Ok” é provavelmente a mais conhecida das propostas da Análise Transacional - estabelece a posição que reconhece o valor e a capacidade de cada pessoa. Analistas transacionais ensinam às pessoas que são basicamente OK e, portanto, capazes de serem amados, aceitos, pensarem, e estabelecerem relacionamentos saudáveis em suas áreas de expressão. Esta forma de pensar vai contra qualquer exercício do poder, buscando-se desenvolver a auto-estima e cooperação entre indivíduos e grupos.
Contratos - A prática da Análise Transacional é baseada no contato mútuo de mudança. Os analistas transacionais consideram as pessoas capazes de decidir o que desejam para suas vidas, exceto nos casos de desautorização legal. A Análise Transacional tem como um de seus postulados que ambos são responsáveis pelo trabalho contratado, buscando eliminar a posição passiva do consultado e incentivar transações positivas.
Criticava a psicanálise por relegar a cura dos pacientes a um segundo plano, assim como preocupar-se em excesso com a análise da personalidade do indivíduo, para ele "as pessoas nascem príncipes e princesas, até que seus pais as transformem em sapos". Para Berne a psicologia deveria preocupar-se em curar primeiro e investigar depois e sua fé na natureza humana o fazia defender a idéia de que são circunstâncias externas e não fraquezas internas que levam as pessoas a se tornarem "pacientes" psiquiátricos.
Achava certas palavras, como esquizofrênico, maníaco, paranóico, especialmente insultuosas, era um homem espirituoso e admirava as crianças e a criança nos outros.
Seus clientes eram tratados como iguais e com igual responsabilidade pelo processo terapêutico, não achava correto tratá-los como se não pudessem compreender o que se passava com eles e dizia: "Qualquer coisa que não se deva dizer na frente de um paciente, não merece ser dita em geral", acreditava que a cooperação e o consentimento era um grande passo para a cura.
Berne sentia que um terapeuta efetivo deveria ser mais ativo na busca da cura de seus pacientes. A necessidade de uma cura mais rápida surgiu em 1945, quando Berne, psiquiatra que trabalhava na seleção do exército, via-se obrigado a realizar o "exame psiquiátrico" em 25.000 soldados, de onde dispunha em média de 40 a 90 segundo para analisar os candidatos.
Berne utilizava um método simples que constituía de duas perguntas seguidas de uma observação. As perguntas eram: "Você é nervoso?" e "Você alguma vez já procurou um psiquiatra?". Com isso ele percebeu que poderia predizer, com grande margem de acertos, as respostas que os candidatos dariam, apesar de todos vestirem-se da mesma forma.
Partindo destas observações ele resolveu ir além, decidindo adivinhar as ocupações dos soldados sem observar os registros e percebeu que também havia um alto grau de acertos, concluindo que era possível intuir algo, sem que houvesse uma explicação lógica para tal fenômeno. Ele passou a valorizar a imagem intuitiva (imagem do ego) que ele tinha da pessoa, que de alguma maneira descrevia seu ego e percebeu que a intuição a respeito da pessoa era eficaz em auxiliá-la, mais que o relacionar-se com ela em termos de uma diagnose psiquiátrica.
Em 1945, Berne iniciou um rigoroso estudo da teoria da intuição. Sua definição de intuição é "o conhecimento baseado na experiência que é adquirido através do contato sensorial com o sujeito, sem qua a pessoa que intui seja capaz de formular para si própria e para os outros, exatamente como ela chegou a suas conclusões."
Esta intuição, segundo Berne, é facilitada pelo estado de alerta e receptividade e requer uma concetração intensa e uma atenção direcionada para o objeto da intuição e pode ser aperfeiçoada com a prática e prejudicada pelo cansaço, por estímulos externos e outros fatores. A lógica racional para este estudioso não era suficiente para se compreender a vida e a mente humana.
Berne com os estudos sobre a intuição percebeu que as imagens do ego da infância existiam em todas as pessoas e denominou-as Estados do Ego. Surgiu então o Estado do Ego Criança, o Estado do Ego Adulto e o Estado do Ego Pai reconhecidos e trabalhados em terapia.


Recentemente, surgiu a Psicologia Transpessoal integrando a espiritualidade e as características da consciência alterada, teoria de Stanislav Grof


A Psicologia transpessoal fala de vários níveis de consciência, que vão do mais obscuro até o mais alto grau de consciência, o transpessoal. A consciência se expande além dos limites temporais e espaciais da realidade cotidiana. Por métodos respiratórios, nos percebemos conectados e em relação direta com uma vastidão de imagens, símbolos, arquétipos e experiências, além da compreensão e controle do homem.


(Retirado de várias páginas da Internet)


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